Valor do Teto do INSS 2026 aumenta com novo reajuste
O governo atualizou os valores pagos pela Previdência: os benefícios acima do salário mínimo tiveram aumento de 3,90% e o teto do INSS subiu para R$ 8.475,55 a partir de 1º de janeiro de 2026.
Essas mudanças afetam aposentados, pensionistas, contribuintes e quem planeja pedir benefício nos próximos meses. A seguir eu explico ponto a ponto como isso impacta o seu bolso e o que fazer caso encontre divergências.
Quem foi atingido pelo reajuste do INSS e por quê

Milhões de segurados foram diretamente impactados. Mais de 12,2 milhões de benefícios que já eram pagos acima do piso previdenciário receberam a correção de 3,90%. O objetivo oficial é recuperar parte do poder de compra dos pagamentos, mantendo a equivalência com índices de inflação e outras referências.
Para quem recebe exatamente o piso, o ajuste segue o novo salário mínimo nacional, que passou a ser R$ 1.621,00. Os pagamentos para quem ganha acima do piso começam a ser creditados já a partir de 2 de fevereiro, segundo o calendário do INSS.
Os números que você precisa decorar (ou ter à mão)
- Teto do INSS 2026: R$ 8.475,55.
- Reajuste dos benefícios acima do mínimo: 3,90%.
- Salário mínimo (base): R$ 1.621,00.
- Diária por deslocamento para perícia/reabilitação: R$ 141,63.
- BPC/LOAS (benefício de prestação continuada): R$ 1.621,00.
- Salário-família (cota unitária): R$ 67,54 (para quem recebe até R$ 1.980,38).
Esses valores também servem como referências para cálculo do salário de benefício e da base de contribuição. Participe de nossos grupos e receba todas novidades gratuitamente em primeira mão!
Como ficam as alíquotas e faixas de contribuição em 2026
As faixas de contribuição para empregados, domésticos e avulsos foram ajustadas com o novo teto em mente. As alíquotas aplicáveis aos salários de janeiro (recolhidas em fevereiro) são:
- 7,5% para quem ganha até R$ 1.621,00;
- 9% para quem ganha entre R$ 1.621,01 e R$ 2.902,84;
- 12% para quem ganha entre R$ 2.902,85 e R$ 4.354,27;
- 14% para quem ganha de R$ 4.354,28 até R$ 8.475,55.
Para autônomos e facultativos que contribuem sobre o mínimo, a contribuição de 11% resulta em uma guia de R$ 178,31.
Calendário e prazos práticos para receber o reajuste
Se você recebe acima do piso, o INSS informou que os pagamentos já atualizados começam a cair a partir de 2 de fevereiro. Quem recebe o piso previdenciário terá os depósitos entre 26 de janeiro e 6 de fevereiro, conforme o último dígito do cartão de benefício (desconsiderando o dígito verificador).
Caso o pagamento não apareça como esperado, o primeiro passo é conferir o extrato no Meu INSS e, se necessário, registrar um pedido ou protocolo para correção.

O que fazer se o seu benefício não foi reajustado corretamente
Primeiro, confirme o tipo de benefício e se ele está na faixa que teve reajuste de 3,90% ou segue o piso. Em seguida, acesse o Meu INSS (app ou site) e verifique o extrato de pagamento. Se identificar divergência, solicite a abertura de atendimento pelo próprio portal e guarde o número do protocolo.
Se o problema persistir, procure atendimento presencial ou auxílio de advogado/assistente social. Reunir documentos como CPF, carteira de trabalho, comprovantes de contribuição e extratos antigos facilita a contestação.
Ajustes proporcionais e casos especiais
Para quem começou a receber benefício a partir de 1º de janeiro de 2025, o reajuste pode ser aplicado de forma proporcional, seguindo regras específicas sobre a data de início. Benefícios especiais (como pensões por talidomida ou por hanseníase) tiveram as referências atualizadas também pela portaria.
Benefícios de deslocamento (diárias) e outras verbas menores receberam seus valores corrigidos conforme a norma.
Como consultar benefício INSS de forma segura
O meio mais rápido para conferir valores é o Meu INSS: faça login com gov.br e acesse o extrato de pagamento.
Alternativamente, a Central 135 fornece atendimento por telefone (segunda a sábado). Para quem prefere presencial, a agência do INSS pode emitir comprovantes e orientar sobre procedimentos.
Por que isso importa para a economia doméstica
Reajustes como esse têm impacto direto no consumo das famílias beneficiárias e influenciam planejamento financeiro local. A atualização do teto e das faixas de contribuição também altera a arrecadação previdenciária e o custo das folhas para empregadores. No dia a dia do beneficiário, mesmo pequenos aumentos fazem diferença no orçamento de medicamentos, alimentação e contas básicas.
O reajuste de 3,9% é necessário para preservar o poder de compra dos segurados, mas ainda deixa claro que a Previdência e os benefícios sociais precisam de atualizações regulares mais alinhadas à inflação real.
Recomendo que beneficiários verifiquem os pagamentos nos próximos dias e guardem comprovantes: ter essa documentação evita dor de cabeça caso seja preciso contestar valores. Acesse aqui para mais informações atualizadas sobre benefícios do INSS.
Fator de reajuste dos benefícios 2026





